sábado, 8 de janeiro de 2011

Consumidores aproveitam queimas de estoque das sobras do Natal

Lojas oferecem vários descontos e dias de grandes promoções. Muitos consumidores ficaram dias nas filas para conseguir aproveitar.

 

 

Nesta sexta, consumidores passaram a madrugada na fila para aproveitar a tradicional queima do estoque que sobrou do Natal. Veja na reportagem de Renato Biazzi.
Ano novo, estoque antigo. Pra se livrar dele e abrir espaço para as novidades de 2011, uma loja de utensílios espalhou os anúncios de descontos. Deu certo.
Outras foram mais radicais: anunciaram um único dia de grandes promoções, o que fez muita gente passar várias noites na fila: “Eu quero uma máquina de lavar, uma televisão e talvez uma cama box, não sei”, diz a estudante Débora Ferreira.
Em Campinas, interior paulista, as portas abriram às seis da manhã, com gritaria dos vendedores e ansiedade dos clientes. Na maior loja da rede, em São Paulo, famílias se uniram para ir à luta, ou melhor, às compras.
“Ficamos felizes que nós economizamos R$ 800. Valeu ter ficado três dias na fila”, diz um homem.
Entre os produtos mais disputados, TVs de LCD e geladeiras. O pai de Marlon quis deixar claro que esta já tem dono: “Pra garantir a posse, pra ninguém tomar, essa daqui é a última”, brinca o vendedor Marlon Araújo.
Muitas das mercadorias estão sem embalagem. São peças de mostruário.
“Tenho medo de não funcionar, não. Acho que funciona”, conta uma mulher.
E se não funcionar: “Apresentou problema pode trazer de volta e pode trocar”, explica o diretor de vendas Frederico Trajano.
O Código do Consumidor garante: “Ele tem um prazo de 30 dias pra resolver o problema. E essa responsabilidade é tanto do vendedor quanto do fabricante do produto”, explica o advogado do Idec Lucas Cabette Fabio.
Mas a pechincha tem as suas inconveniências. Uma delas é que o transporte das mercadorias é por conta e risco do cliente.
“Tem que andar bastante”

O sacrifício continua do lado de fora: “Se riscar qualquer coisa aqui, a gente é de toda a responsabilidade”, explica o motorista Severino Nascimento.
“Um dano que seja causado exclusivamente pelo consumidor, realmente o vendedor, o fabricante não ficam obrigados a consertar, a resolver”, afirma Lucas Cabette Fabio.
Por isso, é preciso cuidado e jeito: “Só caiu uma gradinha lá”, brinca um homem.
E no esforço pra fazer caber tudo, vale ocupar qualquer espaço. Afinal, hoje, a prioridade são as compras.


Fonte: Jornal Nacional

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